Neste artigo, falaremos sobre Proteção de marca nas redes sociais e exploraremos os diferentes componentes incluídos e entenderemos os riscos de segurança cibernética que podemos encontrar.
Conclusões rápidas
Está com pressa? Leia os pontos principais do artigo para manter a Proteção de marca:
- Proteção de marca nas redes sociais: a proteção de marca é crucial para manter a integridade da sua marca online. Isso envolve monitorar conversas digitais, interagir positivamente com sua comunidade e implementar medidas rigorosas de segurança cibernética para combater atividades criminosas e proteger sua identidade digital.
- Navegando pelas ameaças à segurança cibernética: os cibercriminosos exploram o vasto alcance e os recursos de privacidade das redes sociais para realizar atividades ilícitas. As marcas devem se adaptar, aprimorando a vigilância digital, compreendendo a importância da aplicação da lei e empregando protocolos de segurança avançados para proteger sua presença online.
- Medidas proativas contra a violação da marca: empregar táticas proativas, como coleta contínua de dados da web, proteger todos os identificadores sociais relevantes e proteger hashtags corporativas, é vital para mitigar a diluição da marca. Essas estratégias ajudam a manter as vendas, melhorar a visibilidade da pesquisa e aumentar o envolvimento social, garantindo que a reputação da sua marca permaneça intacta.
O que é Proteção de marca nas redes sociais?
A Proteção de marca nas redes sociais é uma estratégia essencial para salvaguardar a identidade digital e a reputação da sua marca. Trata-se de garantir a autenticidade e a integridade da sua marca nas redes sociais, onde o seu público se envolve ativamente e forma percepções. Esta estrutura estratégica não só aborda ameaças potenciais, como também aproveita oportunidades para fortalecer a posição da sua marca.
| Componente | Ações e objetivos estratégicos |
|---|---|
| Vigilância digital | Monitore proativamente as conversas digitais e as menções à marca. Identifique o uso não autorizado de marcas registradas, detecte atividades fraudulentas e identifique falsificações maliciosas para manter a integridade da sua marca. |
| Engajamento e defesa | Promova interações positivas com a comunidade e a fidelidade à marca por meio de uma comunicação responsiva e envolvente. Incentive e oriente os funcionários a promover e defender a marca de forma responsável, ampliando sua imagem positiva. |
| Medidas de segurança cibernética | Implemente protocolos de segurança avançados para proteger as contas sociais da sua marca. Atualize regularmente as senhas, utilize autenticação de dois fatores e instrua sua equipe a reconhecer tentativas de phishing para evitar violações. |
| Aplicação da propriedade intelectual | Proteja vigilantemente seus direitos autorais e marcas registradas, tomando medidas legais decisivas contra violações. Utilize ordens de cessação e desistência, mecanismos de denúncia da plataforma e, se necessário, litígios para defender os ativos da sua marca. |
| Gerenciamento de reputação | Gerencie ativamente a reputação online da sua marca, abordando feedback negativo de forma construtiva e destacando depoimentos positivos. Use ferramentas de análise de sentimentos para entender melhor a percepção do público. |
| Verificação de conteúdo | Garanta a precisão e a autenticidade do conteúdo associado à sua marca. Estabeleça um processo de verificação para a divulgação de informações a fim de evitar desinformação e manter a confiança do seu público. |
Incorporar esses elementos sutis à sua estratégia de Proteção de marca nas mídias sociais aumenta sua capacidade de navegar pelas complexidades do branding digital. Ao ir além do monitoramento tradicional e das defesas legais, essa abordagem enriquecida enfatiza a importância de se envolver com sua comunidade, proteger seus ativos digitais e gerenciar sua reputação online de forma proativa. É um esforço dinâmico e integrado para proteger, promover e elevar sua marca no ecossistema digital, garantindo que ela prospere em meio aos desafios e oportunidades das mídias sociais.
Navegando pelo aumento das atividades cibercriminosas nas mídias sociais
O cenário digital tornou-se uma faca de dois gumes para as marcas, oferecendo oportunidades de engajamento sem precedentes, ao mesmo tempo em que as expõe a novas formas de violação de propriedade intelectual (PI) e abuso de marca. Esta seção investiga os principais fatores que levam os cibercriminosos às redes sociais, destacando a batalha contínua pela Proteção de marca e oferecendo insights sobre estratégias de defesa eficazes.
O jogo duro dos mercados de comércio eletrônico
As plataformas de comércio eletrônico reforçaram suas defesas contra a violação de marcas, forçando os falsificadores a buscar novos refúgios. Iniciativas como a Aliança Antifalsificação da Alibaba, o Registro de Marcas da Amazon e o Programa de Proprietários de Direitos Verificados (VeRO) do eBay dissuadiram significativamente as atividades fraudulentas, aumentando o controle dos proprietários de marcas e fornecendo ferramentas para combater a falsificação. Apesar desses esforços, a batalha contra a violação de propriedade intelectual continua, levando os cibercriminosos a explorar espaços menos regulamentados: as mídias sociais.
As redes sociais como a nova fronteira para a violação de marcas
Os fraudadores navegam habilmente pelas lacunas deixadas pelas regulamentações rigorosas do mercado de comércio eletrônico, utilizando as redes sociais de duas maneiras principais:
- Engajamento preliminar: ao usar abertamente nomes e logotipos de marcas, eles criam um engajamento inicial do consumidor nas mídias sociais, canalizando posteriormente os clientes potenciais para lojas baseadas no mercado, onde as violações de marca são minimizadas.
- Vendas diretas por meio de recursos sociais: plataformas como o Pinterest, com recursos de vendas nativos do aplicativo, permitem que as transações sejam concluídas sem nunca visitar um mercado de terceiros, contornando os mecanismos tradicionais de proteção de propriedade intelectual.
O escudo do anonimato e o desafio dos grupos secretos
As regulamentações de privacidade e os recursos da plataforma que favorecem o anonimato do usuário e a criação de grupos secretos representam desafios significativos para a Proteção de marca:
- Anonimato do usuário: muitas plataformas de mídia social permitem que os usuários criem contas sem identidades verificáveis, facilitando a atuação dos falsificadores sem serem detectados.
- Grupos secretos/fechados: grupos somente para convidados fornecem um ambiente seguro para os falsificadores negociarem e compartilharem informações longe dos olhos curiosos dos esforços de Proteção de marca.
- Lavagem de contas: a tática de abrir, criar e fechar contas sistematicamente complica os esforços de rastreamento e fiscalização, permitindo que os falsificadores mantenham uma presença nas redes sociais sem serem detectados.
Fortalecimento da Proteção de marca nas redes sociais
As marcas devem adotar uma abordagem multifacetada para proteger sua presença digital:
- Monitoramento aprimorado: invista em ferramentas e serviços que ofereçam vigilância abrangente das redes sociais para detectar violações antecipadamente.
- Educação do consumidor: informe seu público sobre como identificar comunicações e produtos genuínos da marca.
- Medidas legais e de segurança: atualize os protocolos de segurança para contas sociais e tome medidas legais quando necessário, utilizando mecanismos de denúncia da plataforma para remover conteúdo infrator.
Como as marcas podem combater de forma prática atividades maliciosas nas redes sociais?
Em vez de sucumbir a um sentimento de impotência, as marcas podem e devem ser proativas no que diz respeito à proteção de sua propriedade intelectual e reputação junto ao consumidor nas redes sociais. Aqui estão algumas táticas práticas para mitigar o impacto negativo da diluição da marca nas redes sociais:
Tática nº 1: coleta contínua de dados da web
No cenário caótico em que as empresas se encontram atualmente, muitas delas não têm outra escolha a não ser monitorar e policiar as plataformas de forma independente. Nesse contexto, as marcas podem usarferramentas de coleta de dadospara escanear todas as principais redes sociais e mecanismos de busca em busca de:
- Menções à marca
- Menções ao produto
- Conteúdo proprietário (artigos, logotipos, imagens, gráficos, música etc.)
- Palavras-chave orgânicas, não pertencentes à empresa e palavras-chave de cauda longa que são usadas com frequência pela sua base de clientes e podem ser manipuladas
- Perfis e páginas sociais falsos que aparecem nos resultados de pesquisa
- Violações de hashtags de propriedade da marca
- Variações de nomes de usuário de redes sociais pertencentes à marca
O monitoramento é o primeiro passo. Agora, sua equipe jurídica pode enviar solicitações para que conteúdos e perfis prejudiciais sejam banidos, encerrados e até mesmo tomar medidas legais adicionais, quando necessário.
Dica profissional:todas as principais plataformas de redes sociais têm um sistema online fácil de usar para denunciar “violações de direitos autorais e marcas registradas”. É uma boa prática coletar os dados infratores, incluindo postagens, imagens de contas falsas, etc. Depois de fazer isso, você pode denunciá-los imediatamente e, na maioria dos casos, essas contas serão excluídas em menos de 24 horas.
Tática nº 2: adquirir todos os nomes de usuário relevantes
A maioria das plataformas de mídia social tem um nome de usuário que é o nome da conta da sua marca e como ela se apresenta aos usuários — um bom exemplo disso pode ser @adidas. É importante lembrar que os nomes de usuário são gratuitos e ilimitados, por isso é uma boa prática as empresas se registrarem com o maior número possível de variações de seu nome comercial. Por exemplo, uma loja de moda chamada Tara’s Boutique pode querer adquirir:
- @Tara
- @TaraBoutique
- @TaraFashionTrends
- @TF2021
Essa pode ser uma tática especialmente eficaz para marcas antes de seu lançamento ou mesmo antes do lançamento de uma nova linha de produtos. Isso também pode ser eficaz para marcas existentes que atualmente podem ter impostores, mas, ao identificar nomes de usuário semelhantes, elas podem essencialmente riscá-los de sua lista de itens com os quais se preocupar.
Tática nº 3: Proteja as hashtags corporativas
As hashtags “#”, anteriormente conhecidas como “sinal de libra”, foram recicladas pelos canais de mídia social para ajudar a agrupar e exibir conteúdo relacionado/em alta, bem como termos de pesquisa adequados para a plataforma. As hashtags são, na verdade, elegíveis para proteção pelo Escritório de Patentes e Marcas Registradas dos Estados Unidos. Nesse caso, porém, você precisa se familiarizar com os detalhes legais, pois uma hashtag só pode ser registrada como marca comercial se for a fonte/identificador principal do produto ou serviço. Não é possível “reservar” palavras-chave populares, embora gerais, para benefício e uso exclusivos.
- Aqui está um exemplo de uma hashtag que não pode ser registrada como marca comercial: “#RunningShoes”
- Aqui está um exemplo de uma marca registrada que pode ser registrada: “#RunForAfrica”
A principal diferença é que a primeira é uma descrição geral do produto que pode ser usada por qualquer varejista de calçados esportivos. Já a segunda faz parte de uma campanha de marketing mais ampla que inclui esse slogan e é exclusiva para uma campanha específica da empresa.
Certifique-se de fazer uma “pesquisa de liberação” para garantir que essa hashtag esteja realmente livre para uso. Essa é uma tática preventiva muito boa para garantir que qualquer uma das várias campanhas nas quais você investiu quantias consideráveis para promover permaneça sob seu controle.
Resumindo
Proteger seus ativos digitais está se tornando uma necessidade crescente, à medida que mais e mais atividades migram para o ambiente online. As mídias sociais são um lugar especialmente desafiador para as empresas manterem limites claros de propriedade intelectual. Mas as empresas devem lembrar que, com uma estratégia de PI social clara e consistente, elas podem proteger suas margens de lucro e a reputação da marca. Aqui estão três indicadores a serem observados ao tentar determinar se sua estratégia é bem-sucedida:
#1: Aumento nas vendas – As vendas de muitas marcas sofrem devido a imitações e falsificações. Quando a grande maioria desses “concorrentes” indesejados é removida da equação, as empresas podem ver um ressurgimento nas vendas de clientes “desonestos”.
#2: Maior visibilidade nos resultados de pesquisa – Em certos casos, uma conta ou página de mídia social de impostores pode ter uma classificação mais alta do que as contas sociais da marca original, desviando tráfego crucial. Quando essas contas são identificadas e removidas, as páginas sociais da marca “real” podem desfrutar de classificações mais altas nos mecanismos de pesquisa e taxas de cliques (CTRs).
#3: Maior engajamento social – Da mesma forma, quando contas e páginas falsas são removidas, as páginas, contas e campanhas publicitárias da sua marca devem desfrutar de um nível mais alto de engajamento, cliques e conversões.